4 de abril – Dia Mundial dos Animais de Rua

Por Gelcira Teles

A data foi criada em 2010 na Primeira Conferência Holandesa de Animais de Rua – que reuniu uma centena de ONGs.
Muitos que hoje são “animais de rua”, tiveram tutores e um lar, tornando-se vítimas de pessoas negligentes que os abandonaram, não castraram ou não quiseram se responsabilizar pelas despesas veterinárias quando ficaram doentes ou velhos.
A venda de pets alimenta o abandono, na medida que este comércio considera os animais como mercadoria, sem se importar se o futuro “dono” comprou o animal por impulso ou se está preparado para lidar com determinada raça, além de contribuir com a cruel manipulação genética da indústria do pedigree e estimular criadores de fundo de quintal.
Por outro lado, a situação de vulnerabilidade social de comunidades carentes, onde políticas públicas de atendimento veterinário não estão disponíveis e protetores não dão conta da demanda, corrobora para o aumento de animais abandonados nas ruas.
4 de abril - Dia Mundial dos Animais de Rua

Brasil
Conforme estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2014, há no Brasil mais de 30 milhões de animais abandonados (10 milhões de gatos e 20 milhões de cachorros).
Quanto aos animais domiciliados, o censo do IBGE de 2013 apontou que os brasileiros têm 52 milhões de cães e 22 milhões de gatos, sendo que 44,3% dos lares têm pelo menos um cão e 17,7% têm ao menos um gato. Os dados mostram que existem, no Brasil, mais cachorros  do que crianças.
RS
A partir da sanção do governador, o dia 4 de abril, aniversário de Palmira Gobbi (legendária fundadora da ARPA), será o Dia Estadual do Protetor de Animais. O Projeto de Lei nº 184/2016, de Regina Becker (Rede), foi aprovado pela Assembleia em 27/3/2018.
Porto Alegre
Porto Alegre tem pelo menos 500 mil animais abandonados, segundo estimativa da extinta Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda) de 2011. Para cada três moradores da capital gaúcha, há um cão ou gato sem lar.

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